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Deteção de Fugas de Água com Eletroacústica

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Deteção de Fugas de Água com Eletroacústica

A deteção eletroacústica permite investigar fugas em tubagens pressurizadas através da análise do ruído e das vibrações produzidos pela saída de água no ponto da fuga.

Com equipamento específico, a Servilar procura identificar onde o sinal apresenta características compatíveis com uma perda de água, ajudando a reduzir a zona de procura antes de realizar uma abertura.

A eletroacústica pode ser utilizada isoladamente ou combinada com gás traçador, termografia, testes de pressão e medição de humidade, dependendo das características da instalação.

Como funciona a deteção eletroacústica

Quando existe uma fuga numa tubagem sob pressão, a passagem da água através de uma fissura, rotura ou outro ponto de perda pode gerar ruído e vibrações.

Esses sinais propagam-se pela própria tubagem, pelo terreno e pelos materiais envolventes.

O equipamento eletroacústico permite captar e amplificar estes sinais, ajudando o técnico a comparar diferentes pontos e a aproximar-se da zona onde a fuga apresenta maior expressão acústica.

O diagnóstico não consiste apenas em encontrar “o ponto com mais barulho”. É necessário interpretar o sinal considerando o percurso da tubagem, o material, a pressão e as condições do local.

Quando pode ser utilizada a eletroacústica

A deteção eletroacústica pode ser particularmente útil em situações como:

  • Suspeita de fuga numa tubagem pressurizada;
  • Consumo de água sem utilização aparente;
  • Fugas ocultas em paredes ou pavimentos;
  • Tubagens enterradas;
  • Redes cujo percurso é conhecido ou pode ser determinado;
  • Necessidade de reduzir a zona de intervenção;
  • Confirmação de uma zona suspeita identificada através de outros métodos.

Antes de iniciar a localização, pode ser necessário confirmar que existe efetivamente uma perda na rede de abastecimento.

O ruído produzido por uma fuga

O sinal acústico de uma fuga varia significativamente de instalação para instalação.

Uma fuga pode produzir desde um ruído claramente identificável até um sinal muito reduzido.

A intensidade e propagação podem ser influenciadas por:

  • Material da tubagem;
  • Pressão da rede;
  • Dimensão da fuga;
  • Diâmetro da tubagem;
  • Profundidade;
  • Tipo de pavimento ou parede;
  • Materiais envolventes;
  • Distância entre o ponto de fuga e o ponto de escuta;
  • Ruído existente no edifício ou no exterior.

Por isso, a ausência de um sinal acústico claro não permite, por si só, excluir a existência de uma fuga.

Tubagens metálicas e tubagens plásticas

O material da canalização influencia a forma como o som e as vibrações se propagam.

As tubagens metálicas tendem a transmitir determinadas frequências e vibrações de forma diferente das tubagens plásticas.

Em redes de plástico, especialmente em determinadas condições de instalação, o sinal pode ser mais difícil de seguir ou apresentar menor alcance.

Quando a eletroacústica não fornece informação suficiente, pode ser necessário recorrer a outro método de localização, como o gás traçador.

Deteção em tubagens enterradas

Nas redes enterradas, a investigação pode ser realizada através de escuta em diferentes pontos ao longo do percurso provável da canalização.

O objetivo é comparar o comportamento acústico e restringir progressivamente a área onde se encontra a perda.

A profundidade da tubagem, o tipo de terreno, o pavimento e o ruído ambiente podem influenciar significativamente a qualidade da deteção.

Por esse motivo, os resultados devem ser analisados em conjunto com as características conhecidas da rede.

Fugas em paredes e pavimentos

Quando a tubagem está embutida, o ruído produzido pela fuga pode transmitir-se através dos materiais da construção.

A escuta em diferentes zonas pode ajudar a identificar onde o sinal se torna mais significativo.

No entanto, paredes, betonilhas, revestimentos, isolamento e outros elementos podem alterar a propagação do som.

A localização final deve, por isso, resultar da interpretação do conjunto das medições e não de uma leitura isolada.

Eletroacústica e gás traçador

A eletroacústica e o gás traçador investigam a fuga de formas diferentes.

Eletroacústica: procura o ruído e as vibrações gerados pela perda de água.

Gás traçador: procura a saída do gás introduzido no circuito através do ponto de fuga.

Quando existe um sinal acústico claro, a eletroacústica pode permitir restringir rapidamente a zona de investigação.

Quando o sinal é fraco ou as condições de propagação não são favoráveis, o gás traçador pode ser utilizado como método complementar ou alternativo.

Eletroacústica e termografia

A termografia acrescenta outro tipo de informação ao diagnóstico.

Enquanto a eletroacústica analisa o som produzido pela fuga, a câmara térmica identifica diferenças de temperatura nas superfícies que podem estar associadas ao percurso de tubagens, água ou humidade.

Quando apropriado, cruzar estas informações pode ajudar a delimitar melhor a zona a investigar.

Ruído ambiente e outras interferências

Bombas, equipamentos técnicos, circulação de pessoas, trânsito, sistemas de climatização e outras instalações podem produzir ruídos que interferem com a análise.

Por isso, em determinadas situações, a deteção pode exigir comparações em vários pontos ou condições de maior silêncio.

Também é importante distinguir o ruído de uma fuga de outros sons transmitidos através da estrutura ou da própria rede.

A eletroacústica localiza todas as fugas?

Não.

Nenhuma tecnologia de deteção é adequada para todas as fugas e todas as instalações.

Uma fuga pequena, uma tubagem plástica, pressão reduzida, grande profundidade ou condições acústicas desfavoráveis podem limitar a informação obtida.

Por esse motivo, a Servilar trabalha com uma abordagem de diagnóstico, selecionando ou combinando métodos conforme os resultados encontrados no local.

O objetivo não é utilizar todas as tecnologias em cada serviço, mas utilizar a ferramenta adequada ao problema.

Localizar antes de abrir

Quando existe uma fuga oculta, a eletroacústica pode ajudar a reduzir a zona onde será necessário intervir.

Isto permite evitar a procura da fuga através de sucessivas aberturas em paredes ou pavimentos.

Os métodos de deteção não destrutivos não significam, contudo, que a reparação seja sempre realizada sem obras.

Depois de localizada a fuga, pode ser necessário aceder diretamente à tubagem para efetuar a reparação.

Do diagnóstico à reparação

A localização da fuga é apenas uma parte do serviço.

Quando necessário, o diagnóstico pode combinar:

Eletroacústica + gás traçador + termografia + testes de pressão + medição de humidade

Depois de identificada a origem e restringida a zona de intervenção, pode ser definida a reparação localizada adequada à situação encontrada.

Suspeita de uma fuga oculta?

A Servilar realiza deteção de fugas de água com equipamento eletroacústico e outros métodos de diagnóstico, procurando localizar a origem da perda antes de realizar aberturas desnecessárias.

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3

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