Reabilitação de Tubagens sem Obras
Tubagens degradadas, fissuradas ou com perda de estanquidade nem sempre necessitam de ser substituídas através de demolições extensas.
Dependendo do estado da tubagem, tipo de anomalia e configuração da rede, podem ser utilizadas técnicas de reparação e reabilitação pelo interior.
A Servilar realiza a avaliação das redes e disponibiliza soluções de reabilitação sem obras extensas, incluindo reparações localizadas, revestimentos interiores com resina epóxi e sistemas CIPP.
A solução é definida após diagnóstico técnico e de acordo com as condições reais da tubagem.
Primeiro diagnosticar, depois reabilitar
Não existe uma única técnica adequada a todas as tubagens.
Antes de definir uma solução é necessário perceber:
- Qual o material da tubagem;
- Diâmetro e configuração da rede;
- Localização e extensão das anomalias;
- Estado das juntas;
- Existência de fissuras, ruturas ou deformações;
- Condições dos ramais e ligações;
- Acessibilidade;
- Estado geral da tubagem.
Por isso, a inspeção vídeo CCTV é frequentemente uma etapa importante antes de preparar uma proposta de reabilitação.
O objetivo é escolher a técnica em função da anomalia encontrada e não simplesmente aplicar o mesmo sistema a todas as situações.
Reparação ou reabilitação pelo interior
As técnicas de intervenção pelo interior permitem atuar sobre a tubagem existente através dos acessos disponíveis.
Dependendo da situação, podem ser utilizadas para:
- Recuperar a estanquidade de juntas;
- Selar determinadas fissuras e descontinuidades;
- Reparar zonas localizadas;
- Revestir troços de tubagem;
- Reabilitar segmentos mais extensos;
- Criar uma nova tubagem no interior da existente através de sistemas estruturais adequados.
A possibilidade de intervenção depende sempre das condições encontradas durante o diagnóstico.
Reparações localizadas
Quando a anomalia está concentrada numa zona específica, pode não ser necessário reabilitar toda a tubagem.
As reparações localizadas permitem atuar apenas sobre o troço afetado, quando existem condições técnicas para isso.
Dependendo da situação, podem ser utilizados sistemas localizados com resinas ou packers, permitindo reparar fissuras, ruturas ou outras anomalias pontuais pelo interior da tubagem.
Esta abordagem pode reduzir significativamente a área de intervenção quando o restante tubo se encontra em condições adequadas.
Revestimento interior com resina epóxi
O revestimento epóxi permite aplicar uma camada contínua de resina sobre a superfície interior da tubagem previamente preparada.
Esta solução pode ser utilizada para recuperar ou melhorar a estanquidade de determinadas tubagens que ainda mantêm continuidade e condições estruturais adequadas para receber o revestimento.
A preparação da superfície é uma parte fundamental do processo.
Antes da aplicação, a tubagem deve ser limpa e preparada para permitir uma aderência adequada do revestimento.
O epóxi não é uma solução estrutural
O revestimento epóxi não deve ser confundido com um sistema estrutural de reabilitação.
Quando a tubagem apresenta danos estruturais significativos, deformação relevante, colapso ou outras condições incompatíveis com um simples revestimento, pode ser necessária outra solução.
É precisamente por isso que o diagnóstico anterior à intervenção é essencial.
Reabilitação estrutural com CIPP
O CIPP — Cured-In-Place Pipe permite criar uma nova tubagem no interior da tubagem existente.
Um liner impregnado com resina é instalado no interior do tubo e posteriormente curado, formando um novo elemento contínuo.
Esta técnica pode ser considerada quando existe necessidade de uma solução estrutural, desde que a configuração e o estado da rede permitam a instalação do sistema.
O método, material e dimensionamento devem ser definidos de acordo com as características da tubagem e da intervenção.
Packers e reparações pontuais
Quando existe uma anomalia estrutural localizada, pode ser possível instalar uma manga de reparação apenas na zona afetada.
O sistema é colocado no interior da tubagem e posicionado sobre a anomalia através de equipamento específico.
Esta solução permite tratar determinadas situações pontuais sem instalar necessariamente um liner ao longo de todo o troço.
A adequação do sistema depende do tipo, extensão e localização da anomalia.
Preparação da tubagem
Uma reabilitação começa antes da aplicação da resina ou instalação do liner.
A tubagem deve apresentar condições adequadas para receber o sistema previsto.
Conforme a situação, a preparação pode envolver:
- Limpeza técnica;
- Remoção de depósitos;
- Desincrustação;
- Regularização de determinadas irregularidades;
- Preparação mecânica da superfície;
- Inspeção vídeo antes da aplicação;
- Verificação de ramais e ligações.
Uma preparação insuficiente pode comprometer o resultado da intervenção.
Prumadas, coletores e ramais
As técnicas de reabilitação podem ser utilizadas em diferentes componentes das redes de drenagem, dependendo da acessibilidade e configuração.
Podem ser avaliadas intervenções em:
Prumadas — redes verticais de águas residuais ou pluviais.
Coletores — tubagens horizontais que recebem e encaminham os caudais da rede.
Ramais — ligações entre diferentes pontos e a rede principal, quando as condições permitem a intervenção.
Cada configuração apresenta dificuldades diferentes, pelo que a técnica deve ser adaptada à instalação existente.
Reabilitar sem demolições extensas
Uma das principais vantagens destas técnicas é a possibilidade de reduzir a necessidade de abrir paredes, pavimentos, tetos ou outras zonas do edifício para substituir fisicamente uma tubagem.
Isto pode ser particularmente relevante quando as redes atravessam:
- Apartamentos;
- Zonas comuns;
- Lojas;
- Hotéis;
- Escritórios;
- Garagens;
- Pavimentos;
- Zonas técnicas;
- Edifícios em funcionamento.
Sem obras extensas não significa necessariamente sem qualquer intervenção.
Pode ser necessário criar ou adaptar acessos, desmontar equipamentos ou realizar trabalhos localizados para permitir a preparação e execução da reabilitação.
Quando a reabilitação não é possível
Nem todas as tubagens podem ser recuperadas pelo interior.
Situações como colapso, deformações severas, ausência de continuidade da tubagem, acessibilidade insuficiente ou determinadas configurações da rede podem impedir a utilização de algumas técnicas.
Nesses casos, o diagnóstico permite identificar as limitações e definir alternativas tecnicamente adequadas.
Reabilitação após inspeção CCTV
Quando uma inspeção identifica anomalias, o passo seguinte é avaliar:
onde está o problema → qual a sua extensão → qual o estado do restante tubo → qual a técnica compatível.
Isto permite distinguir entre situações onde basta uma reparação localizada, casos onde é possível recuperar a estanquidade através de revestimento epóxi e situações que exigem uma solução estrutural como CIPP.
Não é a técnica que determina o diagnóstico. É o diagnóstico que determina a técnica.
Da manutenção à reabilitação
Nem todos os problemas de uma rede se resolvem com limpeza.
Uma obstrução pode ser removida, mas uma fissura, junta degradada ou rutura continuará presente.
É por isso que manutenção, diagnóstico e reabilitação desempenham funções diferentes:
Manutenção → preservar o funcionamento da rede
Diagnóstico → identificar o estado e as anomalias
Reabilitação → reparar a infraestrutura quando existe degradação
Esta sequência permite intervir de acordo com o problema efetivamente encontrado.
Tem uma tubagem degradada ou com anomalias?
A Servilar, em articulação com a REVIPOX, avalia soluções de reparação e reabilitação de tubagens pelo interior, procurando reduzir demolições e adaptar a intervenção ao estado real da rede.
Telefone: 923 371 920
Email: info@servilar.pt
SERVILAR — Prevenir. Manter. Resolver.